BRICS, BRONX OU BAIXADA
BRICS, BRONX O BAIXADA (versión en español abajo)
Um grupo de países desafiando o domínio ocidental. Uma contranarrativa à economia dos EUA. Uma associação de arte localizada no Rio de Janeiro.
Brasil, câmbio.
Pode a arte, dentro de blocos econômicos como o BRICS, manter a capacidade de questionar as estruturas que a sustentam? A relevância das artes visuais na economia contemporânea desponta com plenos pulmões narrativos e legislativos, deflagrados quando pensamos em seu funcionamento onde o valor simbólico se confunde com o valor monetário. Há que se abrir uma fenda que elabore condições para organização de iniciativas que sinalizem outras fontes de manutenção artística além das galerias privadas e de editais governamentais. Ambos não dão conta do arcabouço cultural que envolve a arte no Brasil e, em muitas dinâmicas, preservam a circulação dos mesmos artistas em um fenômeno parecido com um bate-volta: o artista que está na galeria é o mesmo que se beneficia de editais públicos pleiteados por gestores independentes ou institucionais.

Para discutir e entender a influência de um grupo político como o BRICS+ sobre o desenvolvimento artístico necessita-se, antes, a apresentação de sua origem. Todavia, historicamente, a arte já está entrelaçada com aspectos políticos. Há 24 anos atrás, em 2001, um economista chamado Jim O’Neill1 usou a sigla BRIC para destacar Brasil, Rússia, Índia e China como “economias de rápido crescimento com potencial para se tornarem potências econômicas globais até 2050”. Em 2010, África do Sul adere ao grupo e após o terceiro encontro desses países, em 2011, é formalizada sua junção no que culminou na inserção da letra “S” na sigla BRICS.
Agora, em 2025, o BRICS conta com 11 membros: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Permite-se lembrar que as regiões onde localizam-se esses países, em sua maioria, são berços culturais e históricos da humanidade, sendo assim tem uma grande importância na história da arte, principalmente a luz das ferramentas, conceituações e determinações de linguagens artísticas; além, evidentemente, de contribuições notáveis para a cultura humana. O papel do Brasil nessa formação é central, além de presidir o grupo no ano vigente, também está representado no Novo Banco de Desenvolvimento - NBD por meio da gestão de Dilma Rousseff.
A heterogeneidade ideológica dos países do BRICS resulta em sistemas políticos e sociais singulares, que impactam de maneiras diversas os imaginários artísticos, os modos de criação e as narrativas simbólicas produzidas por cada um. Podemos afirmar que, de todos, o Brasil seja aquele cuja estrutura política e social se assentam em bases democráticas mais amplas e, apesar de suas contradições internas, preserva margens de liberdade civil e de expressão que se diferenciam dos outros membros. Com este panorama chegamos à Associação de Arte Brics - AAB, uma organização corporativa, sem fins lucrativos, fundada no Rio de Janeiro por um grupo de agentes culturais com diferentes experiências.

Em agosto de 2025, durante uma conversa com Helmut Batista - fundador da Capacete, primeira residência artística em atividade no Brasil desde 1998 - , foi identificado o surgimento da AAB. Helmet significa capacete em inglês - acréscimo aos curiosos na brincadeira com o nome. A conversa ocorreu durante a realização de um programa de residência artística, chamado xou.rumi, que integrou artistas latino-americanos e europeus, incluindo brasileiros, guatemaltecos, bolivianos, belgas e espanhóis. Essa que vos escreve estava residente como curadora - mais um tópico curioso! O diálogo caminhou pelo interesse em mover artistas de outros países que, devido à sua condição político-cultural-econômica, raramente são trazidos ao Brasil, como iranianos, etíopes ou indonésios. Surgiu o pensamento sobre um organismo que conseguisse dinamizar esses deslocamentos a partir da envergadura contra hegemônica que o Brics cria. “Depois de 20 e tantos anos de atividades, de organizar um programa, você vai abrindo portas.” celebra Helmut, que segue com uma observação sobre a adaptação aos modelos de recursos financeiros para arte no Brasil: “Como é que se sobrevive a esse caos que a gente tem aqui, onde tudo acontece em cima da hora, ganha um edital e tem que gastar no dia seguinte… não dá pra viver em um espaço independente desse jeito, ninguém sobrevive, mas assim é nossa realidade!”. Ele se refere ao cronograma rígido dos editais brasileiros, cuja execução costuma concentrar-se em cerca de um ano, abrangendo as etapas de pré-produção, produção e pós-produção, o que frequentemente inviabiliza processos criativos mais orgânicos e efetivos, considerando as dinâmicas de urgência que acabam por encarecer serviços e ter insuficiência de alcance. Inclusive, além de Helmut, há críticas importantes sobre este modelo:
“(...) outro aspecto que precisamos aprofundar é a relação entre a Cultura e a Arte no contexto do fomento no Brasil. Ao tratar genericamente do “fomento à cultura”, muitas vezes apagamos as especificidades das artes, que têm tempos, práticas e necessidades próprias. A arte exige políticas que respeitem sua vocação para o risco, a criação e a liberdade estética.” (Marcelo Bones, 2025)
A associação reúne três outros agentes artísticos de diferentes esferas: Cesar Oiticica Filho, curador, artista, cineasta e diretor artístico do Projeto HO e Centro de Arte Hélio Oiticica; Graci Selaimen, jornalista, fundadora do Instituto Toriba e Sergio Cohn, poeta e editor, membro do coletivo de editoras ‘A Ponte Invisível’. Há também doze conselheiros advindos de áreas distintas das artes colaborando com a recente associação. Entre os nomes figuram Asia Asnatassia Komarova (Rússia), Maria Fidel Regueros (S. Africa) e Raquel Schwartz de Vargas (Bolivia). Helmut lembra que, tal qual o Mercosul, a estrutura dos Brics é frágil, principalmente pela pouca interação cultural entre esses países e que a saída de um país, tal qual a entrada de novos, impacta certas relações. Nesse sentido, Cesar salienta que “a associação também serve para que isso possa fluir de uma maneira melhor.(...) Passa pelo protagonismo da arte, da cultura, na criação de um novo modelo pra gente pensar não só o mercado da arte e a arte em si e suas relações, mas a própria sociedade.”2

Foram três meses estruturando questões burocráticas para firmar a associação, elevando diálogos que ambos já tinham por suas extensas atuações e acessando fórmulas para tomar partido de um levante tão impactante, considerando o que o Brics representa. A primeira consolidação foi conseguir o selo do bloco, que representa o poder de negociar parcerias culturais, apoiado pelo reconhecimento das ações de cada associado no setor de arte brasileiro. O atual panorama da arte e da política no Brasil também auxilia, indiretamente, a promover uma base estável para a proposição da associação, onde tem se estabelecido a Política Nacional das Artes (PNA), implementada pela Fundação Nacional de Arte - FUNARTE, buscando afirmar a arte como direito fundamental, ampliando o acesso e fortalecendo a economia criativa por meio de ações articuladas ao Plano Nacional de Cultura. Parece uma recepção calorosa para que um artista se sinta bem neste país e conflua suas experiências extra BRICS.
A criação da Associação de Arte BRICS é um sinal de maturidade simbólica no exercício de outros agentes para além de artistas e curadores: um movimento que reivindica o direito de pensar a arte a partir do Sul Global (termo geopolítico para um grupo de países, majoritariamente do Hemisfério Sul como África, Ásia e América Latina), e não como apêndice das tradições europeias. Em meio a disputas por narrativas, recursos e legitimidade, o que se vislumbra é a ocorrência de uma rede que compreende a arte como um campo estratégico, capaz de tensionar estruturas históricas de dependência. O desafio que se coloca não é apenas criar espaços, mas consolidar visões de mundo que permitam à arte latino-americana dialogar em pé de igualdade com o mundo, sem a necessidade de depender de experiências europeias para se legitimar.
Talvez o verdadeiro avanço esteja justamente em aprender a operar nas fendas. É nesse intervalo que se forma o amadurecimento: o de um sistema de arte que já não pede passagem, mas o constrói.

Sobre a nossa escritora convidada:
Flaviana Lasan é artista visual, curadora, produtora e educadora licenciada em Artes Visuais, especialista em Ensino de História e América Latina e mestranda em Educação. Com 20 anos de atuação nas artes visuais, teatro e cinema, trabalha na articulação entre criação artística, processos educativos e políticas culturais. Esteve à frente de projetos como a Feira JUNTA, o Festival Audiovisual de Cultura (FAC); curadorias no CURA – Circuito Urbano de Arte, Palácio das Arte, Museu de Artes e Ofícios, Sesc Palladium, entre outros. Como educadora, conduziu oficinas e formações em espaços autônomos, territórios populares e também instituições como Inhotim, Centro de Arte Popular, projeto FA.VELA, Instituto de Arte Contemporanea de Ouro Preto, universidades e sendo professora de arte também em escolas públicas e privadas. Esteve em residência na SILO – Arte e Latitude Rural, CAPACETE, além de integrar a equipe da 7ª edição da Bolsa Pampulha. Atualmente está assistente cultural na Fundação Nacional de Arte – FUNARTE, em Minas Gerais; co-curadora no Arte nas Águas de Minas e membro do júri internacional da 27º Fest CurtasBH.
BRICS, BRONX O BAIXADA
Un grupo de países que desafía el dominio occidental. Una contranarrativa frente a la economía de los Estados Unidos. Una asociación de arte con sede en Río de Janeiro.
Brasil, cambio.
¿Puede el arte, dentro de bloques económicos como el BRICS, mantener su capacidad de cuestionar las estructuras que lo sostienen? La relevancia de las artes visuales en la economía contemporánea emerge con plena potencia narrativa y legislativa, especialmente cuando pensamos en su funcionamiento, donde el valor simbólico se confunde con el valor monetario. Es necesario abrir una grieta que posibilite la organización de iniciativas que señalen otras fuentes de sostenimiento artístico más allá de las galerías privadas y de las convocatorias gubernamentales. Ambas no alcanzan a abarcar el entramado cultural que involucra al arte en Brasil y, en muchas dinámicas, preservan la circulación de los mismos artistas en un fenómeno similar a un ir y venir: el artista que está en la galería es el mismo que se beneficia de las convocatorias públicas gestionadas por agentes independientes o institucionales.

Para discutir y comprender la influencia de un grupo político como el BRICS+ en el desarrollo artístico, es necesario, antes, presentar su origen. Sin embargo, históricamente, el arte ya está entrelazado con aspectos políticos. Hace 24 años, en 2001, un economista llamado Jim O’Neill3 utilizó la sigla BRIC para destacar a Brasil, Rusia, India y China como “economías de rápido crecimiento con potencial para convertirse en potencias económicas globales hacia el año 2050”. En 2010, Sudáfrica se une al grupo y, tras el tercer encuentro de estos países, en 2011, se formaliza su incorporación, lo que culmina con la adición de la letra “S” a la sigla BRICS.
Ahora, en 2025, el BRICS cuenta con 11 miembros: Brasil, Rusia, India, China, Sudáfrica, Arabia Saudita, Egipto, Emiratos Árabes Unidos, Etiopía, Indonesia e Irán. Cabe recordar que las regiones donde se ubican estos países son, en su mayoría, cunas culturales e históricas de la humanidad, y por lo tanto tienen una gran importancia en la historia del arte, especialmente a la luz de las herramientas, conceptualizaciones y determinaciones de los lenguajes artísticos; además, evidentemente, de sus notables contribuciones a la cultura humana. El papel de Brasil en esta formación es central: además de presidir el grupo en el año en curso, también está representado en el Nuevo Banco de Desarrollo (NBD) bajo la gestión de Dilma Rousseff.
La heterogeneidad ideológica de los países del BRICS da lugar a sistemas políticos y sociales singulares, que impactan de diversas maneras los imaginarios artísticos, los modos de creación y las narrativas simbólicas producidas por cada uno. Podemos afirmar que, de todos, Brasil es aquel cuya estructura política y social se asienta sobre bases democráticas más amplias y que, a pesar de sus contradicciones internas, preserva márgenes de libertad civil y de expresión que lo distinguen de los demás miembros. Con este panorama llegamos a la Asociación de Arte Brics - AAB, una organización corporativa sin fines de lucro, fundada en Río de Janeiro por un grupo de agentes culturales con diferentes trayectorias.

En agosto de 2025, durante una conversación con Helmut Batista —fundador de Capacete, la primera residencia artística en actividad en Brasil desde 1998—, se identificó el surgimiento de la AAB. Helmet significa “capacete” en inglés —dato curioso para quienes disfrutan del juego con el nombre. La conversación tuvo lugar durante la realización de un programa de residencia artística llamado “xou.rumi”, que integró artistas latinoamericanos y europeos, entre ellos brasileños, guatemaltecos, bolivianos, belgas y españoles. Quien les escribe se encontraba en residencia como curadora —¡otro dato curioso! El diálogo se encaminó hacia el interés de movilizar artistas de otros países que, debido a su condición político-cultural-económica, raramente son invitados a Brasil, como iraníes, etíopes o indonesios. Surgió entonces la idea de un organismo capaz de dinamizar esos desplazamientos desde la perspectiva contrahegemónica que el BRICS plantea. “Después de más de veinte años de actividades, de organizar un programa, uno va abriendo puertas”, celebra Helmut, quien añade una reflexión sobre la adaptación a los modelos de financiamiento del arte en Brasil: “¿Cómo se sobrevive a este caos que tenemos aquí, donde todo ocurre a última hora, se gana una convocatoria y hay que gastar al día siguiente...? No se puede mantener un espacio independiente de esa manera, nadie sobrevive, ¡pero así es nuestra realidad!”. Él se refiere al cronograma rígido de las convocatorias brasileñas, cuya ejecución suele concentrarse en aproximadamente un año, abarcando las etapas de preproducción, producción y posproducción, lo que a menudo imposibilita procesos creativos más orgánicos y efectivos, considerando las dinámicas de urgencia que terminan encareciendo los servicios y limitando su alcance. Incluso, además de Helmut, existen críticas importantes sobre este modelo:
(...) otro aspecto que necesitamos profundizar es la relación entre la Cultura y el Arte en el contexto del fomento en Brasil. Al tratar de manera genérica el ‘fomento a la cultura’, muchas veces borramos las especificidades de las artes, que tienen sus propios tiempos, prácticas y necesidades. El arte exige políticas que respeten su vocación por el riesgo, la creación y la libertad estética.” (Marcelo Bones, 2025)
La asociación reúne a tres otros agentes artísticos de diferentes esferas: Cesar Oiticica Filho, curador, artista, cineasta y director artístico del Proyecto HO y del Centro de Arte Hélio Oiticica; Graci Selaimen, periodista y fundadora del Instituto Toriba; y Sergio Cohn, poeta y editor, miembro del colectivo de editoriales A Ponte Invisível. También cuenta con doce consejeros provenientes de distintas áreas de las artes, que colaboran con la reciente asociación. Entre los nombres figuran Asia Asnatassia Komarova (Rusia), Maria Fidel Regueros (Sudáfrica) y Raquel Schwartz de Vargas (Bolivia). Helmut recuerda que, al igual que el Mercosur, la estructura de los BRICS es frágil, principalmente por la escasa interacción cultural entre estos países, y que la salida o incorporación de nuevos miembros impacta ciertas relaciones. En ese sentido, Cesar destaca que “la asociación también sirve para que eso pueda fluir de una manera mejor. (...) Pasa por el protagonismo del arte y la cultura en la creación de un nuevo modelo para pensar no solo el mercado del arte y el arte en sí y sus relaciones, sino la propia sociedad.”4

Fueron tres meses estructurando cuestiones burocráticas para formalizar la asociación, elevando diálogos que ambos ya tenían por sus extensas trayectorias y accediendo a fórmulas para tomar parte en un levantamiento tan impactante, considerando lo que representa el BRICS. La primera consolidación fue obtener el sello del bloque, que representa el poder de negociar asociaciones culturales, respaldado por el reconocimiento de las acciones de cada asociado en el sector artístico brasileño. El panorama actual del arte y la política en Brasil también contribuye, de manera indirecta, a promover una base estable para la propuesta de la asociación, en la que se ha establecido la Política Nacional de las Artes (PNA), implementada por la Fundación Nacional de Arte (FUNARTE), buscando afirmar el arte como un derecho fundamental, ampliando el acceso y fortaleciendo la economía creativa a través de acciones articuladas con el Plan Nacional de Cultura. Parece una recepción cálida para que un artista se sienta cómodo en este país y confluyan sus experiencias extra-BRICS.
La creación de la Asociación de Arte BRICS es un signo de madurez simbólica en el ejercicio de otros agentes más allá de artistas y curadores: un movimiento que reivindica el derecho a pensar el arte desde el Sur Global (término geopolítico para un grupo de países, mayoritariamente del Hemisferio Sur como África, Asia y América Latina), y no como un apéndice de las tradiciones europeas. En medio de disputas por narrativas, recursos y legitimidad, lo que se vislumbra es la conformación de una red que comprende el arte como un campo estratégico, capaz de tensionar estructuras históricas de dependencia. El desafío que se plantea no es solo crear espacios, sino consolidar visiones del mundo que permitan al arte latinoamericano dialogar en pie de igualdad con el resto del mundo, sin necesidad de depender de experiencias europeas para legitimarse.
Quizás el verdadero avance esté justamente en aprender a operar en las fisuras. Es en ese intervalo donde se forma la maduración: la de un sistema de arte que ya no pide paso, sino que lo construye.

Sobre nuestra escritora invitada:
Flaviana Lasan es artista visual, curadora, productora y educadora licenciada en Artes Visuales, especialista en Enseñanza de Historia y América Latina y máster en Educación. Con 20 años de experiencia en artes visuales, teatro y cine, trabaja en la articulación entre la creación artística, los procesos educativos y las políticas culturales. Ha dirigido proyectos como la Feria JUNTA, el Festival Audiovisual de Cultura (FAC); ha sido curadora en CURA – Circuito Urbano de Arte, Palácio das Arte, Museu de Artes e Ofícios, Sesc Palladium, entre otros. Como educadora, ha impartido talleres y cursos de formación en espacios autónomos, territorios populares y también en instituciones como Inhotim, Centro de Arte Popular, proyecto FA.VELA, Instituto de Arte Contemporáneo de Ouro Preto, universidades y como profesora de arte en escuelas públicas y privadas. Ha estado en residencia en SILO – Arte e Latitude Rural, CAPACETE, además de formar parte del equipo de la 7ª edición de la Bolsa Pampulha. Actualmente es asistente cultural en la Fundación Nacional de Arte – FUNARTE, en Minas Gerais; co-curadora en Arte nas Águas de Minas y miembro del jurado internacional del 27º Fest CurtasBH.
Jim O’Neill é um economista britânico que ocupa atualmente o cargo de chefe de pesquisa em economia global do grupo financeiro Goldman Sachs desde 2001.
Entrevista feita a partir de aplicativo de mensagens
Jim O’Neill es un economista británico que actualmente ocupa el cargo de jefe de investigación en economía global del grupo financiero Goldman Sachs desde 2001.
Entrevista realizada a través de una aplicación de mensajería.





